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Integrante da AEI-GFMO defende dissertação pelo PPG de Genética e Melhoramento de Plantas da Esalq/USP.

04/07/2013

 

No dia 05 de Junho de 2013, Janaína de Santana Borges (associada da AEI-GFMO) defendeu a sua dissertação de Mestrado sob o seguinte título: 

“Análise comparativa do proteoma e metaboloma de raízes de dois clones de E. grandis x E. camaldulensis, sendo um tolerante e um susceptível a condições de estresse hídrico”.

 

A defesa foi o passo final para obtenção do título de Mestre pelo programa de pós-graduação (PPG) em Genética e Melhoramento de Plantas, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq/USP).

Conversamos com Janaina e fizemos algumas perguntas para entendermos um pouco mais sobre a pesquisa:

Quais são as principais contribuições do seu trabalho?
 

      “O meu trabalho contribuiu na geração de informações relacionadas principalmente à proteoma e metaboloma de raiz de clones de eucalipto quando submetidos ao estresse hídrico. 

      Sabe-se que existe o interesse em selecionar clones tolerantes a regiões que apresentam baixa precipitação média anual e assim permitir a expansão das fronteiras agrícolas. 

      Podemos chegar a algumas informações importantes com os dados gerados neste trabalho como, por exemplo, os genes que são transcritos quando a planta esta submetida a este tipo de estresse, ou ainda os que conferem a característica de tolerância ao eucalipto, através das proteínas identificadas. 

      É possível ainda integrar as informações do genoma, proteoma e metaboloma, através da biologia de sistema e entender como cada área interage com a outra e entender melhor os mecanismos do eucalipto para driblar o problema de falta de água e evitar a sua morte.” 

Comente um pouco sobre o pioneirismo da sua pesquisa. 
 

      “O estudo é pioneiro por algumas razões, no caso das análises de proteoma, estas foram realizadas através do sistema UPLC 2D nanoACQUITY, que permite a identificação e a quantificação de um número muito maior de proteínas do que a técnica utilizada anteriormente, via gel 2D, que na realidade ainda é utilizada por muitos pesquisadores.

      Além da proteômica, a metabolômica também gerou dados inéditos, pois atualmente não existem trabalhos publicados relacionados a metabólitos expressos em raiz, por clones de eucalipto susceptível e tolerante ao estresse hídrico. 

      A raiz é o principal órgão de percepção do estresse hídrico e é a partir desta percepção que muitas alterações ocorrem na planta como um todo. No meu caso, o estudo se focou nas alterações que ocorrem nas proteínas e metabólitos, em termos de tipo e quantidade. 

      Na realidade o meu estudo não se resumiu somente às raízes, mas sim, alem da raiz, às folhas e aos caules. Focamos para escrever a dissertação somente na raiz, pela questão da percepção do sinal do estresse por este órgão e por ser o menos estudado no eucalipto quando submetido ao estresse hídrico, em relação aos outros órgãos. No entanto, iremos utilizar as outras informações nas publicações em revistas.” 
 

      A banca da defesa foi composta pelo orientador Prof. Dr. Carlos Alberto Labate, pela Prof. Dra. Cláudia Barros Monteiro Vitorello, professora do Departamento de Genética e Melhoramento de Plantas da Esalq e pela pesquisadora Dra. Camila Caldana que trabalha atualmente com metaboloma, além de outros temas, no CTBE (Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol), localizado em Campinas. 

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